Uma crise de ansiedade no fim do segundo tri

Faz tempo que não escrevo, né?

A verdade é que eu andei tão confusa que nem sabia o que dizer.

Mas ontem à noite tive uma crise de ansiedade e decidi que seria melhor desabafar um pouco.

Até agora, lidei com inúmeros desconfortos físicos. Eu não tive, efetivamente, nenhuma complicação, felizmente, mas não me sinto menos doente por causa disso.

Disseram que o segundo trimestre seria mais fácil que o primeiro. Sorry, não está sendo. Parei de enjoar por volta do 5º mês, é verdade, mas esse sintoma foi substituído por outros tão desconfortáveis quanto.

Não, não estou sentindo o glow, não estou “curtindo a barriga” (aliás, alguém de explica, de maneira prática, o que é “curtir a barriga”?) e me pego frequentemente pensando que eu quero que essa gestação termine logo para eu ter minha nenê nos braços.

Ontem, no entanto, pela primeira vez, me dei conta do quão perto estou do fim. Faltam 12 semanas. Só 12.

Em 12 semanas, eu não serei mais gestante, serei mãe, efetivamente. Pra sempre. PA-RA SEMP-PRE.

Eu sei que já devia ter me dado conta disso, mas acho que as dores físicas são tantas, que, até agora, não tinham me deixado pensar nisso efetivamente.

Me deu medo. Fiquei aterrorizada com a ideia. Chorei. Pensei se eu devia mesmo ter feito isso (pela primeira vez). Minha respiração ficou curta, ofegante, desesperada pelo tamanho do desafio que estava por vir.

Por fim, a culpa. Ahhhh, a culpa… minha gravidez foi planejada, eu não sou mais criança, não deveria sentir isso.

Querem saber? Foi exatamente o que senti. E demorei para me acalmar. ainda não sei se me acalmei completamente, mas estou muito melhor agora. Acho que precisava do choque.

As dores físicas? Sim, estão aqui. Presentes o tempo todo. E a elas, agora, acrescentei uma dor na alma. A dor do medo, a dor da culpa.

Estou tentando superar isso, mas cada vez que sinto minha barriga mexer, me sinto mais e mais culpada por, nem que tenha sido por um momento, ter desejado que ela não estivesse aqui.

E venho descobrindo, a cada dia, o tamanho da dor que é se tornar mãe.

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